RIO - O empresário Márcio Costa, marido da ex-vereadora e funkeira Verônica Costa, presta novo depoimento na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) sobre a suposta tortura de que teria sido vítima por parte da mulher. Ele chegou acompanhado de seus advogados e não falou com a imprensa.
Na última quarta-feira ele recebeu alta do Hospital Pasteur, no Méier, onde estava internado desde o dia 23 de fevereiro. Na saída, ele deu uma coletiva e reafirmou que Verônica foi a responsável por torturá-lo, junto com seus irmãos, cunhado e padrasto, por cerca de 20 horas.
"Achei que fossem me matar. Verônica sempre foi agressiva. Tinha altos e baixos. Eu mantinha o relacionamento porque a amava muito. O que eu sinto é medo e desgosto. Não tenho raiva, mas quero Justiça”. Foram essas as primeiras declarações de Márcio aos jornalistas.
No dia 28, Márcio Costa foi submetido a uma cirurgia plástica para raspagem do tecido queimado e morto. Segundo médicos, o procedimento chamado de Desbridamento Cirúrgico era fundamental para acelerar o processo de cicatrização e evitar infecções. O procedimento, que durou cerca de duas horas, foi um sucesso e, na ocasião, Marcio Costa voltou para tratamento em quarto particular.
No último dia 23, antes de ser internado, Márcio registrou ocorrência na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) alegando que Verônica, os dois irmãos, o cunhado e o padrasto amarraram seus braços e pés com correntes, o agrediram e o torturaram por quase 20 horas. Ele disse ainda que jogaram produto químico e ameaçaram atear fogo.
Em depoimento, Verônica diz que ex-marido é drogado e a furtou
Na segunda-feira (28), o delegado titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), Antônio Latsala Bertrand, ouviu Verônica Costa e quatro parentes acusados de tortura. O delegado disse que ainda é cedo para dar declarações concretas sobre o caso e que ainda deve ouvir vizinhos para saber como Márcio Costa chegou em casa.
O delegado acrescentou ainda que o depoimento de Verônica, para a polícia, foi esclarecedor. Ao ser questionado sobre o depoimento da funkeira, o delegado esquivou-se e disse apenas que, ao ouvi-la surgiram novos fatos "pertinentes e relevantes" para o caso. Além disso, foi necessário registrar uma nova ocorrência para apurar as informações do depoimento da funkeira.