Marido da Mãe Loira do Funk permanece na UTI do Hospital Pasteur

Márcio Costa tem queimaduras de segundo grau em diversas partes do corpo e acusa Verônica Costa pelas agressões

RIO - Márcio Costa, marido da funkeira e ex-vereadora Verônica Costa, a Mãe Loira, permanece internado na UTI do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte do Rio. Ele deu entrada na unidade na manhã desta quarta-feira com queimaduras de segundo grau em diversas partes do corpo. Márcio acusa a mulher e os parentes dela de tortura.

Na casa do casal foram encontrados gaze e produtos químicos que teriam sido usados para queimá-lo. Márcio registrou ocorrência na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), na noite de terça-feira. Após o registro ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.

O chefe de investigação da delegacia, Márcio Benevides, informou que  Verônica, será intimada a prestar esclarecimentos à polícia. Ainda não há previsão de quando isso vai ocorrer.

Sogro da 'Mãe Loira' descreve toda a tortura sofrida por seu filho

"O Márcio foi amarrado no banheiro, acorrentado e torturado com socos, chutes e pontapés. Depois, enfiaram sua cabeça no vaso sanitário e o mantiveram em cárcere por mais de 20 horas". O relato é do aposentado Felicíssimo Costa, pai de Márcio Costa, marido da funkeira e ex-vereadora carioca Verônica Costa. Márcio registrou queixa contra a mulher na noite desta quarta-feira, acusando-a de tortura e tentativa de homicídio.

Segundo Felicíssimo Costa, a tortura contou com a participação do irmão, da cunhada e até do padrasto de Verônica. Vinte horas depois de estar acorrentado no banheiro, Márcio conseguiu escapar do cárcere e telefonou para seu pai contando a situação.

"Não entendi direito o que estava acontecendo com o Márcio e caí na besteira de ligar para a Verônica. Ela tentou me comprar com uma casa e me pediu pelo amor de Deus para não ir a uma delegacia", relata Felicíssimo.

A violência teria sido motivada porque Verônica queria que Márcio confessasse ter uma amante e chegou a gritar "Quem é a mulher que você sai?" durante as sessões de espancamento. Ela também exigia que ele revelasse onde estava o dinheiro da última campanha eleitoral da qual a funkeira participou, concorrendo a uma vaga na Assembléia legislativa do Rio.

"Meu filho não ficou com dinheiro nenhum. Tudo ficou com ela, já que a campanha era dela", alegou Felicíssimo.