RIO - Com a ajuda de balas de paintball, motocicletas off road, cavalos e um helicóptero, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promove, nesta quinta-feira, operação especial para cercar e apreender “bois piratas” que estão pastando no Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio.
Além de ocupar encostas de uma área preservada, os bois estão provocando grande dano ambiental ao pisotear e comer mudas de Mata Atlânticas de programas de reflorestamento na região.
Coordenado pelo secretário estadual do ambiente, Carlos Minc, e pelo chefe da Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais da SEA), José Mauricio Padrone, o cerco aos “bois piratas” contará com a participação de pelo menos 60 homens, entre fiscais, policiais militares, guarda-parques e operários. Além do cerco e apreensão de dezenas de animais, a força-tarefa verde demolirá inúmeros currais e chiqueiros irregulares.
A operação conta com duas vertentes: a apreensão dos “bois piratas” que pastam ilegalmente no parque, e que serão marcados pelas balas de tinta e apreendidos à força; e o transporte gratuito até compradores de 58 bois já previamente colocados em um curral.
Após serem notificados em 2010, os proprietários destes animais concordaram em vendê-los para terceiros, encerrando suas atividades pecuárias na área do parque.
A SEA montou um apoio especial para os criadores que aceitaram se enquadrar na legislação ambiental, encerrando suas atividades: como alternativa de renda, esses proprietário serão empregados em programas de reflorestamento no Parque Estadual da Pedra Branca.