Delegacia de Repressão ao Crime Organizado é lacrada por suspeita de extorsão

RIO - A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Draco-IE) foi lacrada, por ordem do chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, para a apuração de supostas denúncias de extorsão. Policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) estão de plantão na porta da Draco, na Gamboa, de onde ninguém sai ou entra, para evitar que documentos sejam retirados. Esta manhã, uma equipe da Corregedoria Interna (Coinpol) fará buscas na delegacia.

O diretor da Draco, Claudio Ferraz, vai prestar depoimento à Corregedoria Interna. Ele não foi comunicado sobre a decisão do chefe de Polícia Civil, embora seja um homem de confiança do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.

A crise na Draco é um desdobramento da Operação Guilhotina, deflagrada pela Polícia Federal e pela Secretaria de Segurança, na última sexta-feira, contra policiais acusados de corrupção, roubo e envolvimento com traficantes.

Os agentes saíram às ruas para cumprir 45 mandados de prisão e 48 de busca e apreensão. Desses, 38 já foram cumpridos, entre eles o do ex-subsecretário de Ordem Pública da Prefeitura do Rio, Carlos Oliveira. Neste domingo, o inspetor Giovanni Gaspar Fernandes também se apresentou à PF.

O material apreendido durante a operação também foi apresentado ontem: dois fuzis calibre 5.56, três granadas, duas carabinas, sete pistolas, um revólver, duas lunetas, 12 radiotransmissores, 49 carregadores de pistola e quatro de fuzil, além de cerca de cinco mil munições. Parte dessas munições estava na 22ª DP (Penha).

Cerca de R$ 60 mil também foram apreendidos.