"Ninguém tem carta branca", diz Beltrame

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, frisou neste sábado que nenhum dos seus subordinados tem carta branca para atuar de forma independente. A afirmação dizia respeito à manutenção no cargo do chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, que foi chamado para dar esclarecimentos durante a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que buscava  nesta sexta-feira policiais corruptos no Rio.

"Eu quero deixar muito claro para sociedade que nem o doutor Allan nem ninguém que trabalha comigo tem carta branca. O critério é lisura e resultado. Não adianta ter resultado sem lisura e lisura sem ter resultado. Com o doutor Allan e todas as pessoas próximas de mim, o critério é esse. A que se entender o porquê de uma pessoa ter sido solicitada a prestar esclarecimentos. Eu entendo até o presente momento, e isso pode mudar a qualquer hora, de que seria um julgamento precipitado. O que o doutor Allan tem comigo são créditos pelo serviço feito ", explicou Beltrame, em enrevista ao RJ TV.

Beltrame também defendeu as instituições ligadas à Secretaria de Segurança.

"É muito triste ver as forças de segurança pública serem expostas dessa maneira. Mas esse é um caminho sem volta. Nós estamos prontos agora para partir para esse tipo de trabalho (de limpeza da polícia). A sociedade tem que entender que a ação não é contra a instituição, é contra alguns servidores dessas instituições", disse.

A megaoperação da Polícia Federal, que investiga o envolvimento de policiais com traficantes, milícias e a máfia dos caça-níqueis, prendeu 37 pessoas, sendo 29 policiais (20 PMs e nove policiais civis).

Mais dois policiais procurados por operação da PF se entregam no Rio

Dois policiais procurados na megaoperação  - um militar e um civil - se entregaram no Rio. A informação foi confirmada pela Polícia Federal.

O policial militar se entregou na sede da Polícia Federal, às 23h30 de sexta-feira. Já o policial civil se entregou na 22ª DP (Penha), 0h30 deste sábado.