RJ: Operação Guilhotina teve abuso de poder, diz associação de delegados

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Rio de Janeiro (Adepol), Wladimir Reale, afirmou que houve abuso de poder durante a chamada Operação Guilhotina, deflagrada pela Polícia Federal do Rio, que prendeu, nesta sexta-feira, 30 pessoas, entre eles 16 policiais militares e seis civis. Ao todo, 32 policiais são suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, milícias e jogos, entre outros crimes.

Em nota oficial, Reale protestou "veementemente" contra o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pela forma como a ação está sendo conduzida. Para ele, houve "claro abuso de poder, usado de forma pirotécnica, tratando-se policiais de forma indigna".

O presidente da Adepol do Rio criticou também "o método espetaculoso da operação", que, segundo ele, teve mobilização excessiva de agentes, invasão de delegacias, revistas infrutíferas e prisões ilegais de policiais.

Reale disse através da nota que a operação deveria ser realizada com base no processo legal e direito de defesa, "e não de uma forma arbitrária, humilhando policiais e manchando a imagem da instituição".