Empresa de reboque ganha porcentagem da Prefeitura

Quanto mais carros guinchados, maior é o lucro

 

Do primeiro dia de 2011 até anteontem, 6.216 veículos foram rebocados na cidade do Rio de Janeiro, segundo a Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop). A arrecadação com as taxas pagas pelos motoristas em apenas 39 dias beira R$ 1 milhão, dos quais, 85% vão para os cofres da empresa Locanty Comércio e Serviços, responsável pelos reboques usados. Como o contrato com a prefeitura foi feito à base de percentuais, o ganho da empresa aumenta de acordo com o número de carros guinchados, o que explica em parte o grande número de reclamações de motoristas. Para apurar as denúncias de arbitrariedade, o  deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) quer criar uma CPI.

– É uma relação estranha e conflitante – afirma o parlamentar, que lembra um episódio em que o pagamento da taxa de reboque de um veículo seu teve de ser feito diretamente na conta de uma pessoa física, responsável pela empresa que guinchou o carro. – Minha intenção é fazer dessa CPI um instrumento para defender o povo dessa gana de arrecadação dos governos.

Segundo a assessoria de comunicação da Seop, “a Prefeitura não paga a empresa, ela recebe. Ficam nos cofres públicos 15,1% de toda a arrecadação relacionada ao processo de rebocagem (taxa do reboque e diária de depósito)”. As taxas para carros de passeio são R$ 112,67, custo do reboque, e mais R$ 45,52, por cada dia de permanência no depósito. Para  motos, os valores caem pela metade.

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