Rodoviários fazem greve de 24 horas

Motoristas não querem mais ter que dirigir e cobrar a passagem

 

Motoristas e cobradores da cidade do Rio decidiram entrar em greve por 24 horas a partir da 0h00 desta terça-feira. A decisão foi tomada depois de uma assembleia no Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Cidade do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio).

Os funcionários dos coletivos querem o fim do cargo de motorista-júnior. Neste cargo, além de dirigirem, os motoristas também ficam responsáveis por cobrar a passagem.

O sindicato responsável por organizar a greve é o Sintraturb-Rio, um dos sindicatos da categoria.

No entanto, o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro não considera o Sintraturb  legítimo e vai realizar sua assembleia no dia 15 de fevereiro. 

Em abril do ano passado, o Sintraturb-Rio organizou uma greve que deixou mais de 1 milhão de passageiros a pé. Na época, o movimento foi classificado como ilegal pela Justiça do Trabalho.

Em resposta à Justiça do Trabalho, o vice-presidente do Sintraturb-Rio, Sebastião José da Silva, alegou que não haverá ilegalidade na paralisação porque os motoristas já estão em estado de greve desde o dia 18 e como os ônibus são considerados serviços essenciais, uma greve de motoristas deve ser avisada com 72 horas de antecedência. 

Em nota divulgada, na noite desta segunda-feira, a Rio Ônibus informou que "nunca se furtou ao diálogo com a categoria. Contudo, não é admissível que a cidade e sua população sofram com uma paralisação absurda e ilegal, decidida ao arrepio da Lei".

Ainda segundo o comunicado, a Rio ônibus alega que "o grupo de rodoviários que está à frente da paralisação não tem representatividade sindical, respaldo legal ou legitimidade para encaminhar qualquer pauta de reivindicações".

"Diante disso, as empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro estão tomando as providências cabíveis, inclusive as que se relacionam com a responsabilização criminal dos que impedirem o adequado funcionamento de um serviço público de caráter essencial para a população.