Paes apresenta primeira sirene para avisar população sobre perigo de deslizamento

Alerta vai auxiliar agentes comunitários a mobilizar moradores para que se dirijam a lugares seguros em caso de chuvas fortes

RIO - O prefeito Eduardo Paes apresentou nesta sexta-feira, no Morro do Borel, a primeira das 60 sirenes que serão instaladas em comunidades para alertar a população sobre riscos de deslizamento em caso de chuvas fortes. Os equipamentos vão funcionar nos locais apontados pelo mapeamento desenvolvido pela Geo-Rio, que identificou pontos com alto risco de deslizamento em 117 comunidades.

Acompanhado pelo subsecretário de Defesa Civil do Município, coronel Sérgio Simões, e pelo secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, o prefeito Eduardo Paes deu instruções aos agentes de Defesa Civil, que vão orientar os moradores daquela comunidade, e testou o equipamento, ressaltando sua importância.

- Eu diria que o alarme representa a ponta de todo um sistema montado pela prefeitura. Durante todo o ano de 2010, a Geo-Rio realizou mapeamento de risco geotécnico em todas as comunidades da cidade. Além disso, contamos com um centro de operações moderno, com equipamentos de última geração - disse o prefeito, que pediu a colaboração da população.

- Precisamos que todos entendam que, ao ouvir o alarme tocar, é necessário que obedeçam as orientações, mesmo que o deslizamento não ocorra. Nosso objetivo é salvar vidas e esperamos que as pessoas acreditem no nosso trabalho. Trata-se de uma primeira experiência, que será aprimorada ainda mais - falou Eduardo Paes.

O Centro de Operações Rio será responsável por monitorar as condições climáticas e o índice pluviométrico de cada região. A partir de determinado índice, o Centro vai acionar a sirene diretamente de sua sede. Vale destacar que o acionamento da sirene será a última instância da operação, um aviso para que as pessoas deixem suas casas e se dirijam para um lugar seguro. No caso do Borel, as famílias serão encaminhadas ao Ciep Antoine Magarinos Torres Filho, situado na Rua São Miguel, próxima a um dos acessos à comunidade.

A prefeitura do Rio capacitou 1.875 agentes de Saúde e Defesa Civil e 300 líderes comunitários para atuar nas primeiras ações em situações de chuvas, alagamentos, deslizamentos de encosta e risco de desabamento no Borel. Para isso, todos estão munidos de aparelhos celulares, cedidos pela prefeitura, que receberão SMS (torpedos) com alertas em caso de ocorrência de chuvas. Além das mensagens de texto, os agentes serão auxiliados pelo toque do alarme e por mensagens pré-gravadas.

Além disso, os moradores das áreas onde os equipamentos serão instalados receberão material educativo para orientá-los a deixar suas casas e familiarizá-los quanto ao funcionamento do sistema.

O prefeito Eduardo Paes afirmou que espera, em dois ou três meses, que todos os pontos de risco da comunidade estejam equipados com as sirenes. Além disso, ele também destacou os investimentos do Município em obras de contenção de encostas e no reassentamento de famílias.

- Em paralelo a esse sistema, a prefeitura do Rio está fazendo obras. Aqui mesmo no Borel, há uma intervenção enorme da Geo-Rio. Sem falar no programa Morar Carioca. Já reassentamos esse ano 5.000 famílias em todo o Rio de Janeiro, estamos pagando Aluguel Social. Mas trata-se de um processo que não se faz da noite para o dia. Daí a necessidade de se ter um sistema de alerta - afirmou.

O subsecretário da Defesa Civil ressaltou que o alarme não será acionado apenas com a previsão de um grande temporal, uma vez que o equipamento funcionará a partir dos índices do pluviômetro juntamente com a previsão.

Os pontos de apoio para que as demais comunidades da cidade recebam o sistema de alerta está em fase de estudo. Mas os presidentes das comunidades já receberam treinamento, aplicado há cerca de três semanas, quando o levantamento das áreas de alto risco ficou pronto.