O policial civil Adelino Mello Lima foi preso, na última terça-feira, por formação de quadrilha e exploração da prostituição, no Rio de Janeiro. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta semana, outros cinco homens que atuavam com Lima, entre eles o gerente da casa de prostituição Club 488, Douglas Leonardo Sampaio. Para o policial e Sampaio, foram expedidos mandados de prisão pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a 2ª Central de Inquéritos e o Lotado na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) participaram da denuncia.
Segundo informações da assessoria de imprensa do MPRJ, os mandados foram entregues na última segunda-feira à Corregedoria-Geral Unificada. "Além dele e de Douglas, o MPRJ ofereceu denúncia em face de Luiz Henrique Duarte, Claudio Marcio Soares Torres, Rubem Pereira da Silva e Carlos Eduardo da Costa Guimarães, que atuavam como sócios e gerentes da casa de prostituição, na Rua Coronel Rocha Sobrinho 488, em Alcântara, São Gonçalo", divulgou a nota do MPRJ.
Os homens responderão por crimes contra os costumes e a dignidade sexual e contra a ordem tributária, corrupção ativa e falsidade ideológica. Foi montado um esquema de exploração sexual sob o comando de Lima, conforme informou o MPRJ. "O policial tinha a função de pagar o aluguel do local a Rubem, de supervisionar as atividades e tomar decisões quanto ao pagamento de propina em troca da omissão das autoridades policiais", divulgou a nota.
De acordo com o documento, Lima teria sido responsável por montar a empresa de fachada Whiskeria Passarela 488 LTDA ME, que funcionaria como lanchonete, casa de chá e sucos.
Segundo o GAECO, os sócios Luiz Henrique e Cláudio Márcio figuravam como laranjas (locatários) do espaço, e os acusados arrecadavam, aproximadamente, 50% dos valores cobrados pelos programas sexuais, que variavam entre R$ 40 e R$100.