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Aeroviários e empregadores se reúnem para negociar aumento salarial

Categoria fez manifestação no aeroporto Tom Jobim na manhã de hoje

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RIO - Trabalhadores e empregadores do setor aéreo se reúnem na tarde desta quarta-feira (8) para negociar aumento salarial para a categoria. Os aeroviários e aeronautas pedem 15% de ajuste e rejeitam alteração no dia do dissídio (data para negociação do reajuste salarial baseado na variação da inflação) que atualmente é em 1º de dezembro. Em contrapartida, as empresas oferecem reajuste de 6% e mudança da data-base de cálculo para 1º de abril.

Protesto

Um protesto de cerca de 300 aeroviários e aeronautas tumultuou o trânsito na Avenida Vinte de Janeiro, na Ilha do Governador, próximo ao Aeroporto Tom Jobim na manhã de hoje. A pista chegou a ficar fechada durante uma hora, mas depois uma das faixas foi liberadas pelos manifestantes. No entanto, ônibus e vans foram parados pelos manifestantes. Muitas pessoas foram obrigadas a sair dos veículos e seguir a pé os 2 km até o aeroporto. A polícia esteve no local.

Cerca de 12 passageiros da companhia Webjet perderam o voo por causa da manifestação. Em nota a companhia avisou que os passageiros prejudicados foram realocados em aviões próprios da companhia sem ter que pagar nenhum tipo de tarifa cobrada àqueles que não comparecem no horário.

 

Presidente da ABIH-RJ reprova ação de manifestantes aeroviários

Na manhã desta quarta-feira, o presidente da ABIH-RJ (Associação Brasileiro da Indústria de Hotéis), Alfredo Lopes, declarou sua indignação em relação ao fechamento das pistas de acesso ao Aeroporto Internacional Tom Jobim por aeroviários em protesto. “O que aconteceu essa manhã é um absurdo. Isso não acontece em nenhuma cidade do mundo. A luta dos trabalhadores por seus direitos é digna, desde que não prejudique a rotina da cidade. Pessoas com vôos internacionais marcados tendo que andar quase dois quilômetros carregando suas malas é inaceitável. Esse episódio pede uma ação firme das autoridades”.   

 

Atualizado às 13h20