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Índios sonham com escola em casarão abandonado

Porém, nativos que habitam museu no Maracanã sofrem ameaças

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Foi-se o tempo em que índio queria apito. Agora ele quer ser cidadão, e um bom exemplo disso, são os mais de 20 indígenas que vivem no antigo Museu do Índio, próximo ao Maracanã, e que estão decididos a transformar a área na primeira universidade indígena do Brasil, associada a um centro de artes.

Após invadirem a área do museu no dia 20 de outubro de 2006, os nativos de oito etnias passaram a se valer da decisão do antigo-proprietário do imóvel, o Duque de Saxe, que em 18 de julho de 1865, doou o espaço à União para transformá-lo num Centro de Pesquisa sobre a cultura indígena. 

Em setembro de 1984, a União cedeu o imóvel à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, em 1986, deixou-o nas mãos do Ministério da Agricultura.

– Daqui não arredamos o pé – diz Afonso Chamakiri, da tribo Apurinã, do Amazonas. – Estive em Brasília esta semana com representantes do Ministério da Agricultura e da Conab, e estamos esperançosos de ver nosso sonho realizado.