RIO - A Prefeitura do Rio anunciou durante coletiva de imprensa na noite de quarta-feira (22) sobre o balanço das ações implantadas no Dia Mundial sem Carro, que será mantida a proibição de estacionamento nas ruas Buenos Aires e Alfândega, no trecho compreendido entre a Avenida Rio Branco e a Rua Primeiro de Março, no Centro.
A decisão foi tomada após a adesão satisfatória da população à campanha de mobilização para promover o uso do transporte público e da bicicleta. De acordo com levantamento da CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego), cerca de 105 mil viagens em carros particulares deixaram de ser feitas nesta quarta-feira, representando uma média geral de redução no fluxo de veículos nas ruas de 3,5%.
Durante todo o dia, diversas secretarias e órgãos públicos da Prefeitura do Rio realizaram ações educativas, culturais, esportivas, lúdicas e de promoção da saúde para estimular a população a aderir à campanha. No Centro, houve proibição de estacionamento numa área duas vezes maior do que no ano passado, atingindo cerca de 2.100 veículos, e nos bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Anchieta, Del Castilho, Grajaú, Ilha do Governador, Jacarepaguá e Ipanema, além de Copacabana, foram implantadas as chamadas Zonas 30, limitando a velocidade em 30km/h. Para o subsecretário municipal de Transportes, Rômulo Orrico, o objetivo da proibição permanente de estacionamento nas ruas Buenos Aires e Alfândega é reduzir o fluxo de veículos no Centro:
- O Dia Mundial sem carro teve uma boa adesão e alcançamos um resultado satisfatório, por isso, a Prefeitura vai deixar de legado a proibição do estacionamento nessas duas vias do Centro. Um estudo feito pela CET-Rio chegou à conclusão de que isso é positivo. São duas ruas que quando têm algum problema interferem no trânsito na Rua 1º de Março ou na Avenida Rio Branco, que são duas vias de grande volume. Outra ação permente também importante é a implantação das Zonas 30 em mais nove bairros, limitando a velocidade para 30km/h, o que permite que os automóveis e as bicicletas compartilhem a mesma via. Ao todo, serão desregulamentadas 46 vagas nas ruas Buenos Aires e Alfândega.Os galhardetes de proibição de estacionamento, nesses locais, permanecerão até a implantação das placas definitivas de "proibido estacionar", o que será feito ao longo dessa quinta feita, dia 23.
A operação Choque de Ordem no Dia Mundial Sem Carro, realizada por agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública, no Centro, rebocou 78 veículos, entre eles 13 motos, dentro do quadrilátero de proibição de estacionamento que compreende as ruas Santa Luiza, Presidente Antônio Carlos, Rio Branco, Alfândega e Primeiro de Março. Outros 330 foram multados e um táxi foi lacrado.Nas Zonas Sul, Norte e Oeste, 367 veículos também foram infracionados por estacionamento irregular (multa no valor de R$ 127,69) nas áreas com limite de velocidade de 30 km/h (Projeto Zona 30). Em 2009, o Choque de Ordem no Dia Mundial sem Carro rebocou 91 veículos, sendo 72 carros e 19 motos, e multou outros 190 por estacionamento irregular.
De acordo com o subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes, muitos cariocas optaram em usar as bicicletas, melhorando assim a qualidade do ar:
- A situação da cidade é sempre de saturação de ar por causa da poluição, devido ao grande número de carros que circulam. Com a proibição de estacionamento em algumas vias do Centro, os automóveis hoje circularam menos e, com isso, a poluição do ar foi três vezes menor do que seria normalmente. Também o aluguel de bicicletas teve um resultado recorde: 100% da frota foi alugada nas 19 estações, o que representa 190 bicicletas a mais. Ou seja, tivemos uma melhoria na qualidade do ar da cidade - afirmou Moraes, ressaltando que foi trabalhar de bicicleta, num trajeto de Copacabana até o prédio principal da Prefeitura, na Cidade Nova.
Para o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, a avaliação do dia de hoje foi bastante positiva:
- O grande objetivo desse dia foi levar à consciência das pessoas que muitas vezes o carro é utilizado desnecessariamente, já que existem outras oportunidades de transporte, como usar o coletivo ou andar a pé ou de bicicleta. Tivemos uma boa adesão e as pessoas já perceberam que é gostoso, prático e econômico deixar o carro na garagem. O que a Prefeitura fez hoje com essas iniciativas foi mostrar que existem alternativas e que mudar os hábitos melhora a saúde e o meio ambiente - afirmou.