Justiça Federal condena Garotinho e Álvaro Lins por corrupção

Portal Terra

RIO - A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou os políticos Anthony Garotinho e Álvaro Lins por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, informou em nota, nesta terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF). Outros oito integrantes também foram considerados culpados de utilizar a Polícia Civil do Rio para cometer crimes de corrupção.

O MPF propôs em maio de 2008, a 4ª Vara Federal Criminal. O ex-deputado estadual Álvaro Lins foi condenado a 28 anos de prisão (por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens). O ex-governador Anthony Garotinho, que tenta se eleger deputado federal pelo PR, foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha (convertidos a serviços à comunidade e suspensão de direitos). Todos os réus poderão apelar do julgamento em liberdade.

Conforme o MPF, a Justiça condenou ainda os policiais civis Alcides Campos Sodré Ferreira, Daniel Goulart, Fábio Menezes de Leão, Mario Franklin Leite de Carvalho e Ricardo Hallak por participação no esquema. Suas penas variam de dois anos de reclusão (Goulart) a 11 anos e três meses de prisão (Carvalho). Quatro outros réus investigados na Operação Segurança Pública foram absolvidos.

O processo resultou da continuidade de apurações da Operação Gladiador, desencadeada pelo MPF e Polícia Federal, e pela quebra de sigilo fiscal de Álvaro Lins. A Justiça atestou a prática de crimes como facilitação de contrabando (a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade não era reprimida) e corrupção ativa e passiva.

"O MPF já recorreu, entre outras coisas, para aumentar a pena de alguns dos condenados, entre eles o ex-governador Antony Garotinho", afirmou o procurador da República Leonardo Cardoso de Freitas.