Cabral defende ação da polícia em favelas, apesar de risco à população

Isabela Vieira, Agência Brasil

BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, reafirmou nesta segunda-feira, que o combate à criminalidade por meio de ação policial é um trabalho difícil, do qual o estado não vai abrir mão, apesar do impacto causado às comunidades.

- Tudo o que as comunidades gostariam é que os criminosos fossem embora sem enfrentamento com a polícia - disse Cabral, ao participar da comemoração dos 80 anos da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, na Zona Norte do Rio.

Na última sexta-feira, uma ação policial deixou 11 mortos na Cidades de Deus, na Zona Oeste da cidade. - Infelizmente, esses criminosos têm armas poderosas. Estamos enfrentando isso, mas, no enfrentamento, o estresse é muito grande - afirmou o governador.

Para Cabral, apesar do "estresse" a população não quer conviver com bandidos. - O que mais faz a comunidade sofrer é um bandido chegar à casa do trabalhador e dizer :'quero sua filha'. Chegar e determinar que o filho do trabalhador será morto por uma atitude com que ele não concordou.

O governador comentou também o fato de a polícia ter encontrado, na manhã desta segunda-feira, um suposto traficante no Morro Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul, usando um crachá de vigia de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

- O que os vagabundos querem é que haja recuo. Tenho certeza de que, da parte das construtoras, não foi fornecida a carteira, mas se eu estiver errado, alguém terá que ser punido.

Para Cabral, o fato de um suposto criminoso ter sido encontrado com um crachá do PAC, o que ainda deverá ser investigado, não pode desmerecer os benefícios das obras.