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RIO - A polícia reforçou o patrulhamento nesta manhã de sábado, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. Um dia depois do confronto, que dexou 11 mortos, os moradores estão com medo de sair de casa. O comércio funciona normalmente.
Durante o confronto na manhã de sexta-feira, Jocélia Barros Afonso, 70 anos, foi atingida por uma bala perdida e morreu. Maria dos Anjos Mendes Cruz, 75 anos, e Maria José da Silva, 64, ficaram feridas, mas passam bem. Segundo a polícia, os outros 10 mortos seriam traficantes. Um deles foi identificado pela polícia como Jorge Ferreira, o Gim, um dos chefes do tráfico da favela. Em fevereiro, a filha de Gim, Yorranne Abas Tavares Ferreira, 11 anos, morreu após ser atingida por bala perdida na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Outro morto foi Deidson Batista Gonçalves, 28. Ele seria ex-bombeiro e chefe da segurança de Gim.
O objetivo da operação era prender Antonio Ferreira, o Tota, chefe do tráfico do Complexo do Alemão. De acordo com denúncias, Tota e outros traficantes da Vila Cruzeiro, ocupada há nove dias pela polícia, teriam fugido para a Cidade de Deus. Tota não foi encontrado na favela.