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Linha Vermelha é exemplo de abandono da prefeitura após acordo

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Renata Victal, Jornal do Brasil

RIO - Desde que assumiu, em janeiro de 2007, o governador Sérgio Cabral decidiu firmar convênios com diversos municípios para descentralizar alguns serviços. Com Cesar Maia, foram firmados pelo menos sete deles. A boa idéia, no entanto, se mal executada, pode acabar deixando a população na mão. Outro convênio que tem deixado a desejar é o que repassou a Linha Vermelha do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para a Secretaria Municipal de Transportes.

As melhorias anunciadas ainda não saíram do papel. Quem circula pela via todos os dias encontra em seus 21 quilômetros e 400 metros uma infinidade de buracos, rachaduras, desníveis no asfalto e enfrenta ainda uma sinalização ruim. Em alguns trechos, as faixas de rolamentos estão apagadas. Animais ao longo da via são outro perigo.

Além da manutenção, o convênio com o Estado previa que a prefeitura construísse dois novos acessos à Linha Vermelha. Até agora, apenas a alça na altura da Ilha do Governador foi entregue. Na avaliação do prefeito Cesar Maia, tudo corre como o acordado.

É um processo progressivo. Mas as melhorias são evidentes e o primeiro viaduto (Ilha do Governador) já foi feito. O segundo (Pavuna) está em andamento.

Durante os Jogos Pan-Americanos, os buracos foram tapados, mas depois eles voltaram com tudo reclama o taxista Alberto Couto, que trabalha no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador. O impressionante é que os buracos estão sempre nos mesmos lugares. É remendo em cima de remendo.

Investimentos em manutenção

Importante via de circulação, a Linha Vermelha recebe, em média, um volume diário de 120 mil veículos. Na época em que a administração cabia ao Estado, eram gastos cerca de R$ 500 mil por mês na conservação, manutenção e operação. Hoje, segundo dados da Secretaria Municipal de Obras, o gasto é três vezes menor. No último ano, o serviço consumiu cerca de R$ 2 milhões da prefeitura em ítens como limpeza do sistema de drenagem e recuperação de grade de proteção. Também foram recapeados os trechos entre a Ilha e o Centro. Segundo a secretaria de Obras, é realizada periodicamente a operação tapa-buraco, em diferentes trechos.

Pista desnivelada

Outra reclamação de usuários é sobre a quantidade de desníveis nas pistas. A advogada Rúbia Cardoso, moradora de Caxias, diz sofrer no trajeto diário até o centro do Rio.

Ficar tapando buraco não adianta muito. São vários os desníveis. Em alguns trechos, tenho que reduzir a velocidade para não perder o controle do carro.

Para tentar resolver esses problemas, a prefeitura informou ter licitado um novo contrato que prevê o tratamento das depressões. Segundo o coordenador-geral de conservação da Secretaria Municipal de Obras, Rogério Freitas, os motoristas terão boas condições de tráfego ao fim do trabalho

Desde que assumimos a Linha Vermelha repavimentamos 50 mil metros quadrados com fresagem e recapeamento asfáltico no ponto de maior tráfego.