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OAB/RJ informará governo sobre denúncia de execução na Favela Coréia

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JB Online

RIO - A comissão da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República será informada e receberá cópias de todos os documentos sobre a denúncia de execução do motorista Clécio Amaral de Souza, no último dia 3, em operação da Polícia Civil na Favela da Coréia, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB/RJ), Margarida Pressburger, disse que, além do secretário especial da SEDH, Paulo de Tarso Vannuchi, comunicará a denúncia ao Ministério Público estadual e à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. Nesta sexta, Margarida Pressburger enviou ofício ao secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e aos delegados responsáveis pela operação realizada no dia 3.

No ofício encaminhado ao secretário Beltrame, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ solicita informações "sobre as providências que serão adotadas para a elucidação do caso". Nos ofícios dirigidos às cinco delegacias especializadas que participaram da incursão policial, Margarida Pressburger pede cópias dos boletins de ocorrência e informações sobre o andamento das investigações.

Nesta sexta-feira, parentes do motorista reafirmaram à OAB/RJ que Clécio foi sumariamente executado por um policial, sem qualquer chance de defesa, na presença de um idoso e de uma criança, dentro da casa onde se abrigara, com receio de balas perdidas. Ele tinha documentos, mas não teve a chance de mostrá-los, segundo moradores, que disseram estar dispostos a testemunhar que não havia arma alguma com Clécio, conforme teria dito à imprensa o delegado Carlos Oliveira, titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE).

A Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ está prestando assistência jurídica à família de Clécio, que deixou dois filhos pequenos. A van que ele dirigia foi comprada pelo padrasto, que deu a casa como garantia para pagar as prestações.

- A OAB vai amparar a mãe e os filhos de Clécio, e quer que o estado se responsabilize por mais esta morte brutal - afirmou Margarida Pressburger.