Daniel Gonçalves, Portal Terra
RIO - Profissionais das áreas de saúde e tecnologia discutiram nesta quinta-feira, possíveis soluções para melhorar o controle e combate à dengue no Estado do Rio de Janeiro. Eles participaram do debate "A epidemia de dengue: contradições e desafios", que aconteceu no auditório da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), no Centro de Tecnologia da UFRJ, na Ilha do Fundão. A principal idéia defendida pelos especialistas foi à criação de um sistema informatizado de controle da doença.
O professor do programa de Engenharia de Sistemas e Computação da Coppe, Adilson Elias Xavier, coordenou um projeto de prevenção e combate à dengue implantado em algumas regiões da cidade de Fortaleza, no Ceará. Segundo Xavier, o modelo permite que agentes de saúde registrem em tempo real quantos focos de dengue foram encontrados e eliminados nas residências visitadas.
- Após mais de sete mil visitas em 14 ciclos de coleta de informações diárias feitas pelos agentes em Fortaleza, somente um foco da doença, localizado em um prédio em construção, não pôde ser eliminado devido à dificuldade de acesso - afirmou o professor.
O biólogo Leandro Layter participou do projeto e afirmou que em apenas dois dias foi possível ensinar aos agentes de saúde como realizar o registro das ocorrências em palmtops. De acordo com Layter, a ferramenta permitiria ainda que médicos e enfermeiros registrem o número de doentes atendidos em postos de saúde com mais agilidade.
O encontro desta quinta-feira contou ainda com a presença do diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, e do Superintendente de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Victor Berbara, representando o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes.