Maia e Temporão trocam acusações sobre dengue

Portal Terra

RIO DE JANEIRO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, têm trocado acusações sobre supostos culpados pelos elevados números da dengue no Estado. Temporão criou na quarta-feira um gabinete que quer reunir esforços do governo federal, estadual e Forças Armadas para combater a doença.

Entre as primeiras medidas que serão tomadas pelo gabinete, estão a contratação de profissionais para redobrar o combate ao mosquito transmissor (Aedes Aegypti) e o atendimento aos doentes. Temporão afirmou que enquanto os números da dengue na capital fluminense cresceram mais de 100% em relação ao mesmo período em 2007, houve redução de 40% no restante do Brasil.

O ministro também criticou a atuação da prefeitura no combate à dengue e atribuiu a alta incidência de casos ao Programa Saúde da Família e à falta de estrutura do atendimento básico hospitalar.

Segundo a Globonews, Cesar Maia rebateu as críticas de Temporão alegando que, em 2001, quando assumiu o segundo mandato como prefeito, demitiu o atual ministro da Subsecretaria Municipal de Saúde, e que, por isso, não era perdoado por ele.

Maia rebateu dizendo que as emergências dos hospitais federais do Bonsucesso e do Fundão estão fechadas. Além disso, afirmou que metade das mortes de pacientes de dengue na cidade ocorreram no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou na quarta-feira que 47 mortes por dengue foram confirmadas neste ano no Estado, das quais 20 foram pela variação hemorrágica da doença. De acordo com a secretaria, o número de mortes causadas pela doença supera o registrado no ano passado, quando ocorreram 30 óbitos.

A maioria dos casos ainda se concentra na capital. Apenas no município do Rio, já foram registrados 20.269 pacientes com dengue e 29 mortes.