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RIO - Vinte e oito pessoas foram detidas, 21 Kombis e 34 motocicletas apreendidas, nesta terça-feira, durante operação de repressão à milícia e ao transporte irregular em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. A ação foi coordenada por policiais da 35ª DP (Campo Grande), com apoio de policiais militares do 14º BPM (Bangu) e do Regimento de Cavalaria Coronel Eny dos Santos (RCCES).
Um dos objetivos da ação, que abrangeu as localidades de Cosmos, Carobinha e Estrada do Mendanha, era localizar e prender Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, e o homem conhecido como Fabinho Gordo, suspeitos de terem assassinado o sargento Mauro dos Reis Araújo, lotado no 22º BPM (Maré), atingido por oito tiros, na noite desta segunda-feira, na Estrada do Pedregoso, em Campo Grande.
Segundo o titular da 35ª DP, delegado Marcus Neves, Leandrinho trabalha como matador para o vereador Jerominho. O sargento teria sido morto por não ter pago o "pedágio" de R$ 70 de um ponto de moto-táxi. O delegado pediu à Justiça a prisão preventiva dos dois suspeitos.
Na ação também foi apreendida o material de contabilidade usado no controle de pagamento das diárias do "pedágio" cobrado pelos milicianos. Segundo o delegado, a análise desse documento irá esclarecer o grau de envolvimento de cada um dos detidos na operação desta terça-feira.
Ainda segundo Marcus Neves, a operação, realizada a pedido da Promotoria Pública de Campo Grande, tinha por objetivo dar um choque de legalidade ao transporte ilegal e cortar as fontes de recursos financeiros da milícia.
O delegado informou também que cada Kombi pagava R$ 70 por mês para milícia, que lucrava cerca de R$ 1 milhão nesse período. Essa arrecadação possibilita a compra de armas e a contratação de pessoas.