Agência JB
RIO - A Fiocruz irá interromper suas atividades normais nesta terça-feira. Em assembléia do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc-SN), realizada na semana passada, os servidores decidiram, por unanimidade, por uma paralisação de 24 horas, com portões fechados. Somente os serviços considerados essenciais deverão funcionar, em regime de plantão.
O movimento ocorrerá dois dias antes do anúncio oficial da contraproposta de reajuste salarial da categoria pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Em fevereiro de 2006, os rendimentos dos trabalhadores da Fiocruz eram cerca de 26% superiores a de instituições como Inmetro e INPI. Hoje, após a criação de novos planos de carreiras para estas três instituições, os servidores da Fundação passaram a receber salários até 80,24% a menos do que esses trabalhadores.
- Nossa proposta é mais do que justa. Apresentamos nossos argumentos em reuniões com o governo, conseguimos apoio do Parlamento, do ministro da Saúde e do próprio presidente Lula. Esperamos agora bom senso por parte dos técnicos que a analisam - disse o presidente do Sindicato, Rogério Lannes Rocha.
O Dia de Luta por melhores salários e condições mais dignas de trabalho será recheado de atividades. Logo cedo, às 8 horas, haverá uma manifestação, em frente ao Castelo da Fiocruz, pela integralidade da Gratificação de Desempenho de Atividade de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (GDACTSP) aos novos servidores da Fundação aprovados no concurso realizado em 2005. Após, às 9 horas, acontecerá um amplo debate sobre a crise do Fio-Saúde, o plano de saúde dos trabalhadores da Fiocruz.