Polícia suspeita de seguranças na venda de drogas em rave de Itaboraí

Agência JB

RIO - A Polícia Civil do Rio trabalha com a linha de investigação que aponta seguranças contratados para a festa rave, no sítio Happy Land, em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio, de ter comercializado drogas sintéticas para jovens e adolescentes, durante o evento que durou cerca de 17 horas durante o fim de semana e deixou um saldo de duas pessoas mortas, entre elas Francesco Amendola Maiorano, de 17 anos.

Segundo o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, titular da 71ª DP (Itaboraí), várias informações repassadas pelo Disque-Denúcia confirmam que menores de idade participaram da rave e que houve consumo de drogas sintéticas. Seguranças contratados para o evento seriam os responsáveis pela venda. Ele está checando páginas da internet, a rede mundial de computadores para tentar obter informações sobre a comercialização do entorpecentes e que possam levar aos possíveis revendedores.

- Já temos indícios do fornecedor e seria mais de uma pessoa, revelou Antônio Ricardo.

Nesta terça-feira, o médico Thiago Leite Lopes prestou depoimento na delegacia. Foi ele quem prestou atendimento a Francesco, que deu entrada em um pronto-socorro com sinais de consumo excessivo de bebida alcoólica e de uso de drogas. O laudo definitivo da causa da morte do jovem só ficará pronto na seman que vem. Outras 18 pessoas foram hospitalizadas.

Ainda nesta terça-feira, Pedro Maia Smith, organizador da rave, recebeu uma intimação em sua residência, no bairro de São Conrado, Zona Sul da cidade. Segundo o delegado da 71ª DP, a presença dele já havia sido solicitada e o mesmo estaria se negando a prestar esclarecimentos.

Nesta quarta-feira, às 11h, três amigos de Francesco, identificados como Beatriz, Gulherme e Alexandre, são aguardados na 71ª DP para prestar depoimento, o que deveria ter ocorrido na tarde desta terça-feira.