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ISP inova em pesquisa de vitimização

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Agência JB

RIO - O Instituto de Segurança Pública (ISP), vinculado à Secretaria de Segurança, acertou convênio com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e a União Européia para a realização de uma série de atividades e, entre elas, uma pesquisa de vitimização na Região Metropolitana, usando uma nova metodologia de levantamento de dados, desenvolvida na França. O objetivo final desta pesquisa é traçar diretrizes e elaborar relatórios que ajudem a Secretaria de Segurança a redefinir e aprimorar seu trabalho no estado do Rio.

A informação é de Ana Paula Miranda, presidente do ISP, que nesta quinta-feira, pela manhã, participou, no auditório da Secretaria de Segurança, na Central do Brasil, de uma palestra da pesquisadora francesa Renée Zauberman, para uma platéia de pesquisadores, técnicos em estatísticas e crimonologia e policiais.

Renée Zauberman é doutora em Direito pela Universidade de Paris, mestrado em criminologia pela Universidade de Montreal, pesquisadora associada do Centro de Pesquisas Sociológicas sobre Direito e as Instituições Penais e associada ao Centro Nacional Francês pela Pesquisa Científica. Ela fez várias pesquisas importantes na França, entre elas, análises de todas as pesquisas sobre vitimização realizadas pelo Instituto Nacional de Estatísticas da França, no período de 1996 a 2007, além de ter escrito diversos livros sobre o assunto.

A professora Renée tem atuado como consultora não só na montagem do questionário como, agora, no começo da análise dessas informações coletadas que estamos fechando completou a presidente do ISP.

Segundo Ana Paula Miranda, a utilização desta nova metodologia de pesquisa é uma atividade difícil, mesmo para a realidade francesa.

A utilização de duas metodologias, a pesquisa de vitimização e as estatísticas policiais, que o ISP já vem fazendo há algum tempo, é um trabalho novo e complexo. Muitas vezes, se tem a impressão no Brasil de a gente não consegue fazer as coisas por absoluta dificuldade técnica ou carência financeira, mas, a professora chamou a atenção na palestra que mesmo na França esta pesquisa de vitimização não é de realização fácil, inclusive por razões financeiras. É um projeto caro ressaltou a presidente do ISP.

Segundo Ana Paula, a pesquisa propõe-se a levantar o percentual de pessoas vitimadas que a polícia desconhece e também ser instrumento de avaliação do trabalho das instituições de segurança, não apenas policiais, além de ajudar a perceber o nível da sensação de insegurança da população.

- Existem pessoas que nunca sofreram qualquer violência, mas que se sentem inseguras. E uma política pública de segurança tem de cuidar não só de pessoas vitimadas, mas também de quem, mesmo sem ter sido vítima, tem medo de sair às ruas finalizou.