Agência JB
RIO - O cabo da Polícia Militar Adelino Correia, 37 anos, lotado no Palácio Guanabara, foi preso nesta sexta-feira acusado de comandar uma rede de prostituição na Zona Oeste, principalmente na Barra da Tijuca. De acordo com investigações da polícia e do Ministério Público (MP) estadual, o policial e uma mulher, identificada como Sandra Lopes Arruda, mantinham 16 meninas, entre as quais menores de idade, em cárcere privado. O envolvimento dos dois foi confirmado por escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça.
De acordo com os promotores Márcio Mouthé e Delma Moreira Acioly, o cabo teria usado o rádio nextel da 1ª Companhia Independente, que serve no Palácio, para agendar encontros de clientes com as garotas de programa. No armário dele, na sede da companhia, foi encontrado um folheto sobre os serviços com o número do nextel para telefone de contato.
As investigações, segundo Mouthé, foram iniciadas há dois meses, a partir de denúncias anônimas. O cabo, conta o promotor, já havia sido investigado por comandar a rede de prostituição em janeiro, quando servia no 31º BPM (Recreio). Na época, nada ficou provado. As ligações com o batalhão, no entanto, são estreitas. O policial havia agendado uma festa com a participação das garotas que mantinha em cárcere para cerca de 100 PMs da unidade, neste sábado, em local ainda desconhecido.
O telefonema em que um policial pede ao cabo "umas criancinhas" para a festa - referência às garotas de programa - foi dado da sala da P2 (Serviço Reservado) do próprio batalhão, no dia 29 de julho. O agenciamento das mulheres também teria sido feito para um grupo de americanos que estaria vindo participar de um torneio de golfe no Rio.
O promoto Márcio Mouthé diz que há suspeitas de envolvimento de outros policiais no esquema de prostituição na região. As investigações, de acordo com Mouthé, vou continuar. Todos os intermediários flagrados nas conversas gravadas serão identificados e terão que prestar depoimento.