Agência JB
RIO - As testemunhas ouvidas nesta sexta-feira na 16ª DP (Barra) complicaram a situação dos cinco jovens que estão presos por espancar a empregada doméstica Sirlei Dias de Carvalho, no fim de semana, em um ponto de ônibus na Barra.
A ex-funcionária de um posto de gasolina, na Avenida Lúcio Costa, reconheceu Leonardo Andrade e Rodrigo Bassalo como os ladrões que levaram sua bolsa, no dia 1º de março, na Barra. A testemunha disse que Rodrigo estava armado e saltou de um carro preto com Leonardo para assaltá-la.
Para o delegado Carlos Augusto Nogueira, responsável pelo caso, o depoimento da ex-funcionário do posto agrava a situação dos rapazes porque é mais um crime de roubo.
A manicure que estava no ponto de ônibus ao lado de Sirlei e de uma prostituta foi agredida também prestou depoimento nesta sexta-feira. A testemunha reconheceu os acusados e informou que Rubens Arruda foi o primeiro a bater.
O pai de Rubens, o empresário Ludovico Ramalho Bruno, 47 anos, depois de declarar que o filho não deveria ser preso por ter participado do espancamento da doméstica Sirlei, voltou atrás. Nesta sexta-feira, Ludovico revelou ter se arrependido do que disse e quer que o filho pague pelo que fez.
Falei aquilo com o coração desculpa-se o pai do agressor Naquele momento não falei como um cidadão, fui muito infeliz.
O empresário ainda elogiou a atitude do taxista que anotou a placa do veículo onde estavam os jovens que bateram em Sirlei. Chorando, Ludovico também disse que não tem culpa pela atitude do filho.
O grupo responde por tentativa de homicídio, formação de quadrilha e roubo qualificado.
Sirley esteve ontem à tarde na Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembléia Legislativa do Rio. A empregada doméstica
anunciou que vai pedir indenização por danos morais, físicos e materiais aos agressores. Sirlei recebeu também o apoio do Ordem dos Advogados do Brasil.