Agência JB
RIO - Numa reportagem cheia de referências estatísticas e pessoais, o jornal americano 'The Washington Post' desta quinta-feira analisou o mandato do atual governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.
Citando o que seriam afirmações do próprio governador o Post ilustrou a atual situação de violência no Estado com falas de Cabral e do presidente Lula.
Numa dessas citações o peródico reproduz fala do atual presidente Lula dizendo que as últimas demonstrações de violência no Rio são as mais terroristas que ele já teria visto.
O Post também faz uma comparação entre Cabral e o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giulliani, que na década de 80, ao ser eleito com a difícil tarefa de controlar o estado de violência extrema na cidade americana, instaurou com sucesso a política de tolerância zero.
A matéria continua com afirmações de que a promessa do governador poderia não dar certo se ele mantivesse a política governamental de seus antecessores.
É descrito também no artigo a lista de promessas de campanha de Cabral que iriam de fazer uma varredura em todos os degraus da polícia até colocar o exército nas ruas.
Em uma das passagens nas quais usa estatísticas o Post afirma que desde janeiro a operação de combate ao crime foi iniciada nas mais de 600 favelas da cidade, 1000 pessoas foram mortas entre janeiro e fevereiro, e completa dizendo que o número bate com as estatísticas dos anos anteriores.
Num depoimento para o Post o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alba Zaluar afirma que caso consiga conter a recente onda de violência no Estado Cabral se firmará no cenário político como importante figura nacional.
Outra estatística usada é de que segundo pesquisas 60% da população não confiaria no poder público devido ao largo conhecimento de corrupção no mesmo. Sem menção ao nome, Alvaro Lins é lembrado como exemplo de corrupção quando o Post afirma que o ex chefe de polícia e atual deputado estadual está sob investigação. Ainda sobre Alvaro Lins o jornal lembra das frustadas tentativas de afastá-lo, refutadas pela antiga administração.
Com várias observações sobre o Estado, Domicio Proenca Jr, falou ao jornal sobre as demissões efetuadas por cabral na polícia civil, e a necessidade de monitorar de perto a corrupção e de melhorar os quadros da polícia e o poder de fogo da mesma.