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Uerj busca evitar erosão nas praias

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Agência JB

RIO - O projeto Erocosta, do Grupo de Pesquisa em Oceanografia Geológica da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), pretende evitar danos e diagnosticar as condições de erosão em praias do litoral do Rio de Janeiro. Para isso, já monitora a erosão costeira em sete praias da Ilha Grande (Preta, Abraão, Lopes Mendes, Dois Rios, Leste, Sul e Aracatiba) e mais seis do Rio de Janeiro (Grumari, Barra da Tijuca, Macumba, Copacabana, Ipanema e Leblon).

De acordo com os estudos, na praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande, litoral sul fluminense, o avanço do mar, de três metros terra adentro, tem deixado às árvores da faixa litorânea com as raízes expostas. Para os pesquisadores, este fato torna a erosão das encostas cada vez mais visível.

- Nos últimos dez anos, o mar tem avançado progressivamente a uma média de três centímetros por ano. Hoje, a necessidade é de respostas rápidas, uma vez que qualquer intervenção ao longo da costa impacta o ambiente e isso exige uma avaliação o mais imediata possível. Daqui cem anos, se prevê que o mar avançará entre 100 e 150 metros pela costa, invadindo as edificações litorâneas e provocando prejuízos incalculáveis alertou o professor Marcelo Sperle, da Uerj.

O trabalho começou quando a universidade recebeu a cessão por 50 anos da área onde existiu o presídio de Ilha Grande, na praia de Dois Rios. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) investiram US$ 2 milhões na iniciativa.

Segundo Sperle, o apoio da Faperj não contemplou apenas a pesquisa, mas também tem se estendido a bolsas de iniciação científica para os alunos que participam. Todas informações ambientais adquiridas são submetidas a um programa de computador desenvolvido pela própria equipe, que permite separar esses componentes para uma análise espectral.

- Medimos diferentes situações de chegada de onda. No Brasil, geralmente, elas são de nordeste, leste ou sul, mas escolhemos também situações hidrodimâmicas estratégicas, como frentes frias, tempestades e ressacas. Nós também acompanhamos diferentes fases da lua, pela influência que elas têm sobre as marés no transporte de sedimentos. Essas medições são feitas de hora em hora, por vários módulos instalados nas praias, explica o pesquisador.

As informações são da Secretaria de Comunicação do governo do estado.