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Rio: Sindicato informa que PF mantêm apenas serviços essenciais

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Agência Brasil

RIO - Apenas os serviços essenciais, como custódia de presos e segurança de alguns prédios, foram mantidos pelos policiais federais no estado. Eles estão paralisados desde terça-feira e, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal, Telmo Correa dos Reis, também não realizam as investigações que não têm prazos processuais a vencer.

A operação-padrão adotada no Aeroporto Internacional Tom Jobim elevou de três para até dez minutos o tempo de embarque dos passageiros, a partir das 16 horas, quando "começam a decolar os vôos para Europa, Estados Unidos e África", segundo Telmo Reis. Ele acrescentou que "o mesmo vem acontecendo no embarque de passageiros para vôos considerados de risco aqueles em que há maior índice de registros de tentativa de tráfico de drogas e de mulheres".

A paralisação tem duração prevista de 72 horas, atinge cerca de 10 mil policiais federais no país e está prevista para terminar nesta quinta-feira, quando haverá reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília.

- A categoria, no entanto, não está esperançosa de que haja acordo e de que o governo apresente alguma proposta concreta. Essa intransigência poderá levar ao rompimento das negociações e a possibilidade de decretação de uma greve geral é uma realidade bem possível - alertou o sindicalista. Essa greve, explicou, poderá ser decidida em Fortaleza, onde será realizado nos dias 4 a 6 de junho o Congresso Nacional da Federação dos Policiais Federais.

Os policiais reivindicam o cumprimento de acordo assinado com o governo federal em fevereiro e junho do ano passado. O acordo previa pagamento, em duas parcelas, de recomposição salarial em 60%. Somente os primeiros 30% foram pagos. Na segunda-feira (21), o governo apresentou proposta em que oferecia o pagamento dos 30% restantes em duas parcelas: a primeira, em março de 2008, e a segunda, em março de 2009.