Agência JB
RIO - Uma unidade vai centralizar todas as ordens judiciais para compra de medicamentos do Estado e da Prefeitura do Rio. O objetivo do serviço é agilizar a entrega de remédios para pacientes que têm direito a receber o tratamento de graça. A resolução será assinada em dez dias pelas secretarias estadual e municipal de Saúde e entrará em operação nos próximos dois meses.
O chefe da Assessoria Jurídica da secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, Pedro Di Masi Palheiro, explicou que será necessário tomar algumas medidas administrativas para que a unidade comece a funcionar.
- Atualmente, os bancos de dados dos pacientes do Estado e do município do Rio estão separados e não existe um cruzamento destas informações. Nós precisaremos reformular toda a parte de informática e cruzar todas as informações, disse Palheiro.
Ele adiantou que a unidade funcionará no prédio central do Iaserj, que está recebendo obras estruturais. O espaço contará com médicos, farmacêuticos, nutricionistas e funcionários administrativos.
- A unidade contará com funcionários do Estado e da prefeitura, para que as demandas de cada ente sejam atendidas plenamente.
Palheiro acrescentou que há uma portaria definindo o que cada ente deve assumir, mas existe uma zona cinzenta, com medicamentos que não estão especificados na lei. A central contará com um corpo técnico, formado por médicos, que definirá quem deve dar o remédio.
Outro problema que, segundo Palheiro, será sanado é a sobreposição de remédios doados a algumas pessoas, que acabam vendendo no mercado negro o medicamento que recebe a mais.
- Alguns pacientes recebem o mesmo medicamento do Estado e prefeitura e já apuramos que há venda ilegal de medicamentos e estamos investigando isso. Quando cruzarmos os bancos de dados, conseguiremos acabar com essa irregularidade.
Palheiro ressaltou que o projeto-piloto atenderá somente a capital, mas será estendido a todo o estado posteriormente.
As informações são da Secretaria de Comunicação do governo do estado.