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Fernando Iggnácio vai a júri popular, decide juiz de Bangu

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Gustavo de Almeida, Agência JB

RIO - O contraventor Fernando de Miranda Iggnácio será julgado por júri popular. Iggnácio é investigado como um dos chefes da máfia dos caça-níqueis, e está preso desde o dia 12 de outubro do ano passado. Contra ele pesam acusações de três tentativas de homicídio e formação de quadrilha. A decisão de colocar Iggnácio sob júri popular foi do juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão, que julgou procedente nesta quarta-feira o pedido do Ministério Público(MP) estadual.

Além de Iggnácio, outros três acusados serão julgados pelos mesmos crimes: Marcos Paulo Moreira da Silva, o Marquinho Sem Cérebro, Rui dos Santos Barbosa e Aldecir Ladeira Serafim. Em 26 de abril do ano passado, eles teriam tentado matar o sargento da Polícia Militar Edmilson de Souza Pinto, o cabo Jorge Feliz - também indiciado em relatório da Polícia Federal - e André Vicente. As vítimas estavam numa oficina de carros em Bangu.

Em sua decisão, o juiz Alexandre Abrahão disse que a negativa de autoria formulada pelos acusados não foram suficientes para desmerecer os indícios de autoria. O juiz cita o exemplo de Fernando Iggnácio, que alegou que, no dia do crime, estava em seu médico pessoal fazendo uma consulta em razão de problemas com seu joelho.

Os envolvidos nesta malsinada 'guerra dos caça-níqueis', dona de um acervo de mais de 50 mortes nos últimos dois anos, merecem a segregação cautelar para fins de manter a garantia da ordem pública e a futura aplicação da lei penal, inclusive coibindo a perpetuação dos negócios ilícitos", diz a sentença do juiz, que obrigou os acusados a permanecerem presos até o julgamento.