Agência JB
RIO - Patética. O comandante do 16º BPM (Olaria), coronel Marcos Jardim, classificou desta forma a manifestação que terminou agora a pouco, promovida por cerca de 300 moradores da Favela Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio. O protesto foi contra a alteração da rotina provocada pela ocupação da Polícia Militar, que completa uma semana hoje.
A manifestação ocorreu pacificamente e foi acompanhada por cerca de 100 homens do 16º BPM e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Marcos Jardim afirmou que o protesto foi promovido seguindo orientação do tráfico de drogas do local.
Os moradores se concentraram na Avenida Nossa Senhora da Penha, via que margeia o complexo de favelas do Alemão. Eles entoaram palavras de ordem como "Queremos Paz", "Ão, ão, ão, não ao Caveirão" e "Ôôô, "Cabral é traidor".
A população reclama ainda que desde o início da operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope), cerca de 3.500 crianças deixaram de ir às aulas. Em uma semana de atuação na Vila Cruzeiro já morreram quatro pessoas e 40 ficaram feridas.
O último ferido por bala perdida foi Edvaldo Lins Gerônimo, de 23 anos, atingido com um tiro de fuzil na coxa direita, na manhã desta segunda-feira, na localizada da Chatuba, na Vila Cruzeiro. Atendido no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Edvaldo foi operado e passa bem.