Aterro ilegal em Itaipu

Leon Corrêa, Agência JB

RIO - Fiscais do Instituto Estadual de Florestas (IEF), policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE) fizeram ontem à tarde uma operação conjunta para impedir o despejo irregular de lixo nas margens da Lagoa de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói.

Em cerca de 1h30 de operação, três caminhões contratados pela empresa Engetec, que presta serviços para a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), autarquia da prefeitura, foram flagrados despejando materiais orgânicos no entorno da lagoa, considerada zona de amortecimento em Área de Proteção Ambiental.

O objetivo da operação é paralisar completamente a atividade, uma vez que ela não foi licenciada pelo IEF afirmou o chefe de fiscalização do IEF, Nestor Prado Junior.

A perícia feita pelo ICCE no terreno constatou que o aterro tinha uma extensão aproximada de dez mil metros quadrados, e vinha recebendo depósito de material orgânico em decomposição, acarretando a proliferação dos mosquitos e causando problemas respiratórios na população do entorno.

O engenheiro da Emusa responsável pelo Núcleo de Operações em Itaipu, Rogério Sá, declarou que a operação de descarga de lixo pelos caminhões não era de sua responsabilidade.

A Prefeitura de Niterói divulgou nota oficial afirmando que, por questões de logística, o material, resto de obras e entulho, estava colocado provisoriamente no terreno e que a retirada seria feita no final de semana para o Aterro Controlado do Morro do Céu. O município se comprometeu a antecipar o recolhimento para hoje.