Agência JB
RIO - O comandante da Polícia Militar, Ubiratan de Oliveira ngelo, realizou mudanças de comando em 23 unidades da Polícia Militar no Estado do Rio. Entre elas estão 19 batalhões, além do Colégio da PM, departamento-geral de pessoal, Diretoria de Ensino e Instrução e Comando do Policiamento do Interior. O comandante executou na última terça-feira a realocação dos comandantes.
Conversei com o secretário de Segurança, Mariano Beltrame, e expliquei que havia a necessidade de adaptar o perfil de cada comandante às estratégias da Polícia Militar. De acordo com a política do governador, tivemos carta branca nas unidades de comando e ontem fizemos as modificações. Tivemos uma conversa específica com cada um dos comandantes realocados explicou.
Sobre a mensuração dos resultados nos próximos meses, ngelo explicou que a avaliação será feita mensalmente.
No primeiro mês já teremos uma conversa para saber se cada um dos comandantes está cumprindo com as recomendações. Será uma conversa em particular, já que uma área não é igual à outra e as características de atuação também não são as mesmas disse.
Ubiratan destacou ainda que a criminalidade tem aspectos distintos em casa região no estado.
Na Zona Sul, por exemplo, nós temos um índice baixo de crimes contra a vida, em contrapartida temos ocorrências na área de crime contra o patrimônio. Nas zonas Oeste, Norte, e Baixada há uma inversão. Temos um alto índice de crimes contra a vida. Nem sempre isso tem relação com o comando da Polícia Militar. Muitas vezes, a questão está ligada à geografia do lugar e às facilidades de acesso e rotas de fuga em determinadas localidades. Esta é uma das questões que estamos tratando no coletivo e com os comandantes da PM afirmou.
Em relação a repressão aos traficantes e a entrada de policiais nas comunidades podres, o comandante da PM lembrou que seguirá as orientações do governador Sérgio Cabral de que não há acordo com o crime.
A repressão não vai mudar. O governador foi bem claro, o secretário de Segurança foi bem claro e o comandante da polícia militar também. Nós continuaremos em busca daqueles que praticam homicídios e tráfico de drogas. Mas o meu policial não está autorizado a atirar em ninguém que não esteja oferecendo perigo. O policial só tem autorização para atirar quando é para se defender ou defender outra pessoa. Então, quando o governador diz que não há acordo com traficante, não há. As nossas operações estão sendo pautadas cada vez mais pela inteligência policial. Queremos evitar o confronto para que não ocorra prejuízo para a sociedade que vive nas áreas historicamente desfavorecidas. Este é um ponto que não vamos parar de perseguir completou.