Denise de Almeida, Agência JB
RIO - Adriana Almeida, viúva do milionário da Mega-Sena, trocou de advogado e acusou o antigo, Alexandre Dumans, de se apropriar de jóias, R$ 300 mil e dois carros dela um Audi e uma pick-up S10. Além dos bens, Dumans, segundo Adriana, plantou provas contra Miguel, o irmão de Renné Senna e obrigou a viúva a negar que tinha um amante. Teria partido dele a idéia de retirar R$ 1,8 milhão da conta conjunta que a viúva mantinha com o milionário.
Ontem, o novo advogado da ex-cabeleireira, José Lindbergh Freitas,procurou Roberto Cardoso, delegado titular da Delagacia de Homicídios (DH), para fazer a denúncia. Ele faz pregações religiosas na carceragem da 72ª DP (São Gonçalo), onde a viúva está presa há 45 adias.
Em seis horas de depoimento, ela contou que Dumans dizia que precisava de dinheiro para subornar os policiais. Adriana percebeu que estava sendo enganada quando o pedido de prisão preventiva dela foi prorrogado por mais 30 dias. Foi Dumans que levou Adriana para o hotel, na Região Oceânica, onde ela foi presa, no dia 30 de janeiro. Ele argumentou que naquele lugar ela estaria segura.
Cardoso disse que abriu inquérito para apurar as irregularidades e que Dumans pode ser indiciado por tráfico de influência.
No entanto,segundo o delegado, as declarações da viúva não mudam os rumos das investigações. Ela continua a ser suspeita de ter planejado a morte de Renné.
- Era Adriana que detinha o poder econômico e poderia contratar os assassinos - diz Cardoso.