Felipe Sáles, Agência JB
RIO - A Secretaria de Segurança decidiu integrar informações entre os diversos órgãos das polícias sobre a ação dos grupos paramilitares que atuam no Rio, conhecidos como "milícias". O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, designou a delegada Martha Rocha, titular da 28ª DP (Campinho) para coordenar os trabalhos desenvolvidos por 14 delegacias da capital em áreas onde as milícias atuam. Segundo Beltrame, o objetivo é compartilhar as investigações e estabelecer conexões entre as ações criminosas dos milicianos. Não haverá um inquérito unificado.
- Não vamos centralizar a investigação num único inquérito. O que queremos é que as pistas levantadas possam ser compartilhadas por todos, explicou Beltrame.
Segundo um relatório produzido pela cúpula da Inteligência d secretaria, há cerca de 100 nomes de servidores públicos envolvidos. A centralização das investigações visa produzir provas consistentes o suficiente para assegurar a prisão dos envolvidos junto à Justiça.
A nova frente de combate às milícias foi definida na tarde de hoje numa reunião com representantes das policiais Civil e Militar, e integrantes dos setores de Inteligência. O grupo se reunirá novamente daqui a um mês para avaliar as ações das investigações segundo as diretrizes traçadas. Participaram da reunião o subsecretário de Inteligência, Edval Novaes; a chefe de gabinete de Beltrame, delegada Elizabeth Cayres; o corregedor da Corregedoria Geral Unificada (CGU), desembargador Gustavo Leite e seu chefe de gabinete, delegado Wagner Ramos; o diretor do departamento de Polícia da Capital, delegado Sérgio Caldas; a corregedora da Polícia Civil, delegada Ivanete Fernanda Araújo; o corregedor da Polícia Militar, coronel Paulo Ricardo Paul; o chefe do Serviço Reservado da Polícia Militar, coronel Gilson Pitta Lopes, e a delegada Martha Rocha. O coordenador da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, foi representado na reunião pelo subsecretário Edval Novaes.