Agência JB
RIO - O Ministério Público do Rio de Janeiro e o de Minas Gerais trabalharão de forma integrada nas ações relativas aos danos causados pelo rompimento de uma barragem da mineradora Rio Pomba Cataguases Ltda,, em Miraí (MG). Uma portaria conjunta será assinada hoje pelos procuradores-gerais de Justiça dos dois estados.
Segundo a coordenadora das Promotorias de Tutela Coletiva do MP-RJ, promotora Maria da Conceição Nogueira da Silva, o trabalho será integrado porque o acidente aconteceu em Minas Gerais, mas reflete em cidades do Estado do Rio, com graves danos ambientais.
- Mesmo que os resíduos não sejam tóxicos, a quantidade é muito grande e uma estação de tratamento de água como a da cidade de Laje do Muriaé não tem condições de tratar essa água contaminada. Por isso o abastecimento foi interrompido. Há também a questão de que essa água pode ter contaminado outras áreas, como cursos de água em matas e até mesmo manguezais - afirma.
A promotora destaca ainda que as ações conjuntas visam exigir a reparação dos danos ambientais e financeiros provocados pela empresa.
- Os estados estão arcando com o ônus financeiro provocado por esse crime ambiental, já que estão fornecendo pipas d'água, por exemplo. A empresa tem que ser responsabilizada por isso - diz.
Paralelamente, o MP do Rio também vai tomar providências a nível estadual. A promotora de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Itaperuna, Débora Vicente, vai se reunir com representantes da empresa nesta quinta-feira para avaliar o impacto do dano ambiental nas cidades da região Noroeste do Estado.