Agência JB
Rio - O IML não tem condições de fazer um serviço da qualidade de seus integrantes. A opinião é do chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, que esteve hoje vistoriando as instalações do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IML), no centro do Rio, junto com os Os secretários estaduais de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, para avaliar as condições físicas e as reais necessidades do planejamento da transferência da unidade para outro local.
Para o chefe da Polícia Civil, os técnicos têm um grande potencial, mas estão trabalhando totalmente sem condições, sem material, sem equipamento e em instalações inadequadas para prestar à sociedade um serviço de qualidade.
A transferência do IML é uma questão emergencial. A saída do IML do atual prédio é um ponto ao qual nós vamos nos dedicar intensamente, vamos buscar todo o esforço possível junto ao governador Sérgio Cabral para que isso seja de caráter emergencial. Já existem uma área do próprio IML, um projeto executivo e um valor orçado para a transferência da unidade. O que temos que fazer agora é procurar intensificar nossa atuação junto ao governo federal e liberar o dinheiro necessário para que o instituto possa efetivamente usar o potencial de todo o seu quadro de funcionários, disse.
Gilberto Ribeiro explicou que, em relação ao novo local do IML, há várias alternativas, como a construção de um prédio com equipamentos modernos que é o que pretende pleitear assim como a possibilidade de fazer com que alguns atendimentos no IML saiam do atual endereço para outros prédios (centralizados) que a Secretaria de Saúde poderia disponibilizar.
O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, lembra que os problemas do IML são muitos, pois a estrutura do prédio, por ser muito antiga, está sendo adaptada aos poucos para atender às necessidades.
O prédio não está estruturado adequadamente para oferecer o serviço que necessita prestar, além, é claro, da falta de recursos materiais, insumos e maquinários. A idéia é modernizar o IML para que possa prestar um atendimento de qualidade não só às famílias das vítimas ou às pessoas que necessitem de um atendimento aqui, como também ao próprio servidor que aqui trabalha em condições muito abaixo do ideal, disse.
Além da falta de material e insumos, Beltrame citou também a ausência de estrutura elétrica e hidráulica para que alguns equipamentos sejam utilizados, assim como o não funcionamento dos elevadores e o precário funcionamento das câmaras frigoríficas.
Temos problemas de armazenamento de corpos, tecidos e órgãos humanos que precisamos resolver com a máxima urgência. Queremos resolver isso em um prazo de seis meses, mas tudo dependerá de articulação política, finalizou.