Niterói: missa marca despedida do ex-gerente da Eletrobras morto em assalto
Violência na cidade está cada vez maior
A missa de sétimo dia de Wagner Antunes da Costa, gerente de compras da Eletrobras morto durante uma tentativa de roubo que chocou Niterói (RJ), será realizada nesta terça-feira (14), às 19h, na Paróquia Nossa Senhora das Dores, na Rua Presidente Pedreira, 185, no bairro do Ingá, na "Cidade Sorriso". A cerimônia deve reunir familiares, amigos e moradores em um momento de despedida, oração e também de apelo por justiça.
Wagner era conhecido na cidade por sua atuação como atleta de canoa havaiana e era muito querido entre praticantes do esporte. Amigos e familiares também destacam sua generosidade e espírito solidário, características que marcaram sua trajetória e ampliaram ainda mais a comoção em torno de sua morte.
Em meio à dor, o pai da vítima, Adeci Antunes da Costa, de 72 anos, expressou indignação com a violência: “Toda a família de Wagner Antunes da Costa está triste, muito indignada com tanta violência em Niterói. Todos os dias tem mais uma família triste com esta situação. Eu, principalmente, com a perda do meu filho. Que as autoridades tomem uma providência para que outra família não venha sofrer o luto como nós estamos sofrendo.”
A mãe, Rosangela Roberta Magalhães Costa, de 68 anos, também acompanha o luto da família, profundamente abalada pela perda.
Wagner Antunes da Costa tinha 42 anos e foi vítima de latrocínio na madrugada do dia 7 de abril, no bairro de Icaraí. Ele havia saído de um hospital e retornava para casa quando foi abordado por criminosos armados. Ao tentar escapar, foi baleado, perdeu o controle do veículo e colidiu.
Após o crime, cinco suspeitos foram presos pela Polícia Militar na comunidade da Grota, em São Francisco, em uma ação baseada no sistema de monitoramento da cidade.
O caso ocorre em meio ao aumento dos roubos de veículos em Niterói, que tem gerado preocupação entre moradores, sobretudo na Zona Sul da cidade. A sequência de episódios recentes reforça a sensação de insegurança e intensifica a cobrança por medidas mais efetivas das autoridades. Muitos niteroienses relatam medo diante da violência crescente, que tem impactado a rotina e a sensação de liberdade na cidade.
A morte de Wagner se torna símbolo de uma violência que preocupa e mobiliza a cidade — e que, para muitos, não pode cair no esquecimento