Rio

Comissões de Educação e de Ciência e Tecnologia da Alerj manifestam apoio à incorporação da Uezo à Uerj

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Foto: reprodução de vídeo
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Os presidentes das comissões de Educação e de Ciência e Tecnologia, da Alerj, deputados Flávio Serafini (Psol) e Waldeck Carneiro (PT), respectivamente, participaram por videoconferência de uma audiência pública promovida nesta sexta-feira (3) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os parlamentares manifestaram total apoio à incorporação da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) à Uerj.

Serafini destacou a importância de unidades de ensino na Zona Oeste da capital do estado, onde se localiza a Uezo, no bairro de Campo Grande. “Foi promovida uma política pública de habitação para adensar a Zona Oeste e hoje é a região com maior deficiência de equipamentos de educação no estado. A presença da Uezo é fundamental para reduzir desigualdades. Queremos que a Uezo se consolide como uma universidade, não mais como um centro universitário”, disse o deputado.

Waldeck Carneiro elogiou o trabalho feito pelos profissionais da Uezo e classificou a incorporação como um gesto grandioso da Uerj. “Desde 2005, ano de sua criação, a Uezo não passa de uma ideia. Não fosse o amor e o esforço de professores e técnicos, ela não teria chegado até aqui. O que faz hoje a comunidade acadêmica da Uezo é um gesto para evitar a morte por inanição. Não há um campus, não há corpo técnico e administrativo, não há plano de carreiras e salários, nem há bolsas para os estudantes. É um gesto grandioso da Uerj acolher sua grande irmã", ressaltou.

Reitora da Uezo, Luanda de Moraes disse que houve aprovação da comunidade universitária à incorporação: “Todos os gestores tiveram o compromisso de fazer o melhor, mas as condições precárias sugam as energias e apagam os sonhos de profissionais que se dedicaram. O debate sobre a incorporação não é recente, em 2016 fizemos um plebiscito e mais de 70% da comunidade universitária aprovou”.

Subsecretário estadual de Ciência, Tecnologia e Educação, Edgar Leite garantiu que o ensino superior é prioridade na pasta. “A incorporação é uma tentativa de solucionar os problemas da estrutura original da Uezo. Dentro de uma política de fortalecimento do ensino superior, é um passo significativo para ampliar ainda mais o poder transformador das universidades nas sociedades carioca e fluminense. A ideia sempre foi criar um polo de desenvolvimento na Zona Oeste, região com carência de políticas públicas e de formação. O ensino superior é uma prioridade", declarou.

Reitor da Uerj, Ricardo Lodi Ribeiro destacou que o Conselho Universitário da instituição ainda irá deliberar sobre o tema, mas que sua opinião pessoal é favorável à incorporação. "A Uerj sempre foi aos locais estratégicos, em regiões carentes. A unificação aprofunda a luta pela universidade pública gratuita no estado. Se a Uezo desaparecer, esse espaço será ocupado por universidades particulares”, enfatizou. Lodi também ressaltou que é um processo que apenas se inicia, mas que espera aprovar ainda este ano: Esperamos a simpatia do governador e da Alerj. Contamos muito com as comissões aqui presentes para aprovar o projeto ainda no ano de 2021.

Representando o Diretório Central de Estudantes (DCE) da Uezo, Yuri Borges declarou que os alunos são contrários à incorporação. “Os alunos votaram e até o momento se colocaram contra a incorporação. Temos um sentimento de incerteza e a preocupação de que professores peçam transferência para o campus do Maracanã (Zona Norte da cidade do Rio). Também nos preocupa ter no currículo uma universidade que não existiria mais. Com a devida atenção e prioridade, temos certeza que a Uezo será uma referência”, justificou.

A proposta ainda precisa passar por votação no Conselho Universitário da Uerj para ser aprovada. A incorporação já foi aprovada pelo Conselho Universitário da Uezo.