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Alerj debate projeto que pode induzir desenvolvimento econômico e social da Baixada através do gás natural

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) debateu na sexta-feira (6) a criação de um hub (ou eixo) de desenvolvimento por meio do gás natural, na Baixada Fluminense. O projeto foi apresentado pelo diretor-geral da Alerj e ex-secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, o engenheiro Wagner Victer, e teve muito boa receptividade pelos participantes. A ideia é que o gasoduto marítimo Rota 4b, oriundo do Campo de Bacalhau, na Bacia de Santos, divisa entre os estados do Rio e São Paulo, siga por Itaguaí, na Baixada, podendo incrementar a oferta de gás em pelo menos 20 milhões de metros cúbicos diários.

Victer destacou a urgência e a importância da tomada de ações práticas para viabilizar o projeto. “Não há projeto mais importante para o Rio de Janeiro nesta década. Se aguardarmos sentados, o estado de São Paulo irá tomar a nossa frente. Nós somos imbatíveis com um projeto como esse. Desenvolvê-lo no Rio de Janeiro é melhor para o Brasil, e por isso desejo que este projeto seja uma bandeira de todos”, comentou.

As razões que fazem o Rio de Janeiro e a Baixada serem o lugar ideal para o escoamento da produção de gás do Campo de Bacalhau foram apresentadas durante a reunião. Wagner Victer enumerou na sua exposição 15 pontos positivos da Baixada Fluminense, como a localização frontal às reservas do pré-sal na Bacia de Santos; o sistema de recursos hídricos da região; a mão de obra abundante do local; os diversos centros de qualificação próximos, como a Universidade Rural do Estado (UFRRJ), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e as escolas técnicas Faetec, Cefet e IFRJ, e a ampla oferta de terrenos planos a baixo custo.

Uma vez estruturado o hub, diversas oportunidades econômicas podem surgir. O ex-secretário estadual de Energia citou a construção de uma unidade de processamento de gás natural, de duas usinas termelétricas e o desenvolvimento de condomínios industriais, potencializados pelo gás barato, por exemplo. Além disso, muitos seriam os ganhos socioambientais, como a ampliação da oferta de gás natural veicular (GNV): redução do preço de combustíveis; geração de empregos e absorção da mão de obra regional; substituição do carvão pelo gás no processo produtivo, reduzindo a emissão de carbono; e o fortalecimento da cadeia de serviços da Baixada.

Presidente da Comissão de Tributação, Controle da Arrecadação Estadual e de Fiscalização dos Tributos Estaduais da Alerj e um dos mediadores do debate, o deputado Luiz Paulo (Cidadania) enfatizou o trabalho de recuperação econômica e social do estado, desenvolvido no parlamento. “A Alerj vem cada vez mais se qualificando tecnicamente e introduzindo diversas questões no debate. O Wagner Victer está propondo uma nova discussão de política de desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro, tendo o poder público como o grande indutor”, disse o parlamentar.

O diretor-presidente da Assessoria Fiscal da Alerj, o economista Mauro Osorio, ressaltou a importância de projetos indutores liderados pelo poder público: “Precisamos mesmo pensar o Rio de Janeiro de forma sistêmica, e ter projetos regionais e nacionais liderados pelo poder público. Temos que estruturar nosso estado. Este projeto é indutor de desenvolvimento, cria empregos e gera renda nova”.

Também integrante da Assessoria Fiscal da Alerj, a ex-diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, elogiou o projeto e destacou a necessidade de envolvimento da Petrobras. É fundamental que a Petrobras se junte ao esforço realizado pela Alerj para trazer a Rota 4 para o Rio de Janeiro. O Parlamento fluminense e seu diretor-geral estão de parabéns. É um projeto muito bem apresentado”, avalizou.