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Comissão de Trabalho da Alerj discute planos do governo para geração de emprego e renda

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 Reuters/Amanda Perobelli
Credit... Reuters/Amanda Perobelli

O Porto do Açu e o Complexo Industrial e Econômico da Saúde estão entre as prioridades de investimentos definidas pelo Governo do Estado. Durante audiência pública promovida pela Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o subsecretário de Estado de Indústria, Comércio, Serviços e Ambiente de Negócios, Antônio Carlos Barbosa, afirmou que a meta é gerar 50 mil novos empregos, até o fim deste ano, com o incremento deste e de outros setores.

Na área da Saúde, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Estado informou que trabalha com quatro pilares: insumos, fármacos, hospitais e inovação. “A ideia é investir nesse processo todo, e contamos com a ajuda do Parlamento", disse.

O diretor-presidente da Assessoria Fiscal da Alerj, economista Mauro Osório, ressaltou que o sistema de inovação e saúde tem grande potencial para alavancar o desenvolvimento do estado e informou que a equipe da assessoria está preparando um diagnóstico sobre este setor.

"Até o final de junho vamos apresentar uma pesquisa feita pela Assessoria Fiscal, que identifica as oportunidades de investimento nesse complexo. O setor é responsável por 450 mil empregos diretos neste sistema e o estado gasta, por ano, R$ 25 milhões com insumos na área da saúde”, disse.

Estudo da Assessoria Fiscal, com dados do Ministério da Economia, mostra que o estado que teve a maior perda de empregos de carteira assinada do país em 2020. No último trimestre do ano passado, a taxa de desemprego atingia 19,4%. Para Osório, o estado precisa de uma reflexão sobre as possibilidades de desenvolvimento focada na regionalização.

"Nossas palavras de ordem terão que ser: planejamento, informação e território. Temos que continuar cosmopolitas e ampliar a reflexão regional", afirmou Osório.

O subsecretário Antônio Carlos pontuou que o Governo tem trabalhado em eixos condutores de desenvolvimento para o Rio e planeja retomar investimentos no Porto do Açu. Ele lembrou que, em 2014, o setor naval empregava mais de 30 mil trabalhadores e, atualmente, conta com três mil empregos. "Essa queda é fruto de estaleiros fechados ou parados, sem obras ou subutilizados. Precisamos voltar a aquecer essa economia e região. Já estamos conversando sobre a chegada de Gás no Porto do Açu, se isso acontecer, teremos oportunidade de gerar grandes polos industriais, principalmente em Itaboraí e Itaguaí", adiantou.

Reforçando o entendimento de Mauro Osório, a presidente da Comissão de Trabalho, deputada Mônica Francisco (PSol), frisou que é preciso integração no desenvolvimento. Ela propôs um novo encontro para que a secretaria detalhe os planos de investimento e de geração de emprego e renda. Também participaram da reunião os deputados Waldeck Carneiro (PT) e Flávio Serafini (PSol).