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Beltrame ouve denúncia de abuso

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Mulher aproveita visita do secretário para relatar agressão e tentativa de assalto cometida por PM Maria Luisa de Melo E m sua primeira visita à mais nova comunidade pacificada da cidade, José Mariano Beltrame foi chamado no cantinho da Rua Joaquim de Queiróz, na Favela da Grota, no complexo de favelas do Alemão por uma senhora. O relato que ouviu foi mais uma das muitas denúncias feitas por moradores sobre o abusos policiais após a ocupação da região.

A diarista Cleonice de Freitas, 54 anos, disse ao secretário que, anteontem, teve sua casa invadida por PMs que, além de agredí-la, tentaram assaltá-la.

– O PM estava sem identificação na farda e buscava armas e drogas. Ele era alto, forte, careca e tentou levar R$ 2 mil da rescisão de emprego do meu filho e R$ 400 meus. Me empurrou contra a pia da cozinha e eu pedi que, ou me matasse de uma vez, ou fosse embora da minha casa, porque aquela situação era intolerável.

Em respostas às queixas da mulher, Beltrame prometeu que vai apurar o caso a fundo e, caso comprovado o crime, o PM será punido.

Minutos depois, ao chegar à localidade da Fazendinha, o secretário disse que as denúncias precisam ser apuradas até para evitar injustiças contra os policiais: – Também temos muitas informações de moradores que saqueiam a casa de vizinhos.

Mas vamos investigar tudo.

Outro caso de abuso policial, é o de duas irmãs que prestaram queixa ontem de manhã no ônibus da Defensoria Pública, instalado na subida da favela.

Segundo informações da Corregedoria Geral Unificada, a guarnição de PMs acusada de envolvimento no crime já foi identificada, e as vítimas encaminhadas a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Com a comprovação do crime, os envolvidos serão expulsos da corporação.