A torcida mexicana vaiou muito a equipe brasileira feminina de handebol nesta sexta-feira, durante a semifinal dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O tratamento hostil, no entanto, tem data para terminar: a decisão da competição, no domingo. As jogadoras da formação verde-amarela, inclusive, apostam que o público apoiará o time nacional na final do torneio, embora o País tenha sido o algoz dos donos da casa por 43 a 12.
"Acho que a torcida em geral está com a gente. Hoje foi uma situação atípica, jogar contra o México, claro que a torcida vai apoiar o time da casa. A gente não esperava outra coisa deles. Mas a partir do momento em que o jogo foi decorrendo já não houve mais vaias, acho que a vaia do princípio é mais para dar um 'climazinho', mas foi tranquilo", disse a capitã e capitã da Seleção, Fabiana.
O clima totalmente desfavorável encontrado nesta semifinal acabou amenizado pelas atletas da Seleção, principais candidatas ao ouro no handebol feminino. A goleira Chana, por exemplo, assegurou que o comportamento do público mexicano mudará na final do torneio - o Brasil enfrentará o vencedor de Argentina e República Dominicana, que se encaram às 23h.
"É normal (vaias da torcida), a gente recebeu o apoio deles todos os jogos, era normal que hoje fosse um pouco diferente. Mas a gente sabe que eles têm um carinho muito grande e que com certeza vão nos apoiar na final", assegurou a goleira.
Ao contrário de Chana, uma das mais experientes atletas da Seleção, Jéssica Quintino, de apenas 20 anos, contou que o trabalho psicológico antes da semifinal foi fundamental para a pressão mexicana não atingir o grupo. "Bom, durante a preleção o técnico falou que o que importa é o que está dentro da quarta, para não prestar atenção na torcida, e foi isso o que aconteceu", contou.