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Em palanque com aliados no Rio de Janeiro, Bolsonaro usa FA em campanha, critica Lula e afirma que não é 'ladrão'

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Publicado em 07/09/2022 às 18:00

Alterado em 07/09/2022 às 20:11

As Forças Armadas deixaram-se usar, vergonhosamente, pelo presidente, em ato abertamente de campanha política Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para milhares de apoiadores nesta quarta-feira (7).

O presidente manteve o tom eleitoral usado mais cedo em Brasília, criticando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem disputa a eleição presidencial deste ano.

Lula é líder na corrida ao Executivo federal, de acordo com as pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas.

"Não sou ladrão", disse o presidente para os apoiadores, acrescentando que a esquerda deveria ser extirpada da política.

Ele, que usou as Forças Armadas em evento abertamente de campanha eleitoral, afirmou que seu governo está há três anos e meio sem corrupção, mas não mencionou o escândalo do Ministério da Educação (MEC), que derrubou o ex-ministro Milton Ribeiro, o escândalo da compra das vacinas e o recente caso familiar dos imóveis comprados com dinheiro vivo.

Ribeiro chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas foi solto após um pedido de habeas corpus.
O presidente acusou adversários de jogar fora das "quatro linhas da Constituição" e disse que todos conhecem como funciona o Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, a exemplo da manhã desta quartae (7) e diferentemente do ano passado, evitou citar nomes de ministros.

Como fez pela manhã em Brasília, Bolsonaro usou um tom religioso no discurso, declarando-se contrário ao aborto e à "ideologia de gênero".

No palco do Rio, ele estava acompanhado do governador Cláudio Castro (PL), do empresário Luciano Hang e dos deputados federais Clarissa Garotinho (União-RJ) e Daniel Silveira (PTB-RJ), cuja candidatura ao Senado foi impugnada nessa terça-feira (6).

O candidato à vice-presidência Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil, também estava ao seu lado, assim como o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

Aliado do presidente, o pastor Silas Malafaia estava em um carro de som da manifestação.

Críticos do presidente o acusam de usar o Bicentenário da Independência do Brasil como ato eleitoral na tentativa de conseguir se reeleger. (com agência Sputnik Brasil)

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