Bolsonaro volta atacar Moraes depois da decisão contra o Telegram

No Twitter, filho do presidente também critica determinação; Bolsonaro declarou que o próximo presidente indicará dois novos ministros do STF e que "dá para mudar o destino do Brasil". "Devemos ter paciência em algum momento", afirmou. Para o presidente, o que está em jogo é a liberdade, "um bem maior que a nossa própria vida"

Foto: reproduçao/Facebook
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Daniel Galvão - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na noite desta sexta-feira que é inadmissível a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar o bloqueio do aplicativo de mensagens Telegram. Bolsonaro disse que a notícia é "no mínimo triste". O presidente fez o pronunciamento num evento com evangélicos em Rio Branco (AC).

Ele criticou o fato de a decisão ter sido monocrática, sem citar nominalmente Moraes, e afirmou que o aplicativo tem 70 milhões de usuários no Brasil que fazem negócios, comunicam-se com a família, usam como lazer e para contatos hospital-paciente e paciente-médico.

"Olha as consequências da decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal... Por que não conseguiu atingir duas outras pessoas que, na cabeça dele, deveriam ser banidas do Telegram, ele atinge 70 milhões de pessoas, podendo inclusive a causar óbitos no Brasil por falta de um contato paciente-médico", disse.

Bolsonaro declarou também que o próximo presidente indicará dois novos ministros do STF e que "dá para mudar o destino do Brasil". "Devemos ter paciência em algum momento", afirmou. Para o presidente, o que está em jogo é a liberdade, "um bem maior que a nossa própria vida".

A determinação de Moraes ordena a suspensão "completa e integral" do Telegram. Moraes justificou a decisão com base no descumprimento de medidas judiciais anteriores, que exigiam ações como o bloqueio de perfis ligados ao blogueiro bolsonarista Allan do Santos e da monetização de conteúdos produzidos por essas contas. (com Agência Estado)

 

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