PL e Bolsonaro resolvem adiar filiação após divergências sobre quem será governador de SP,

Desde 2019 sem partido, chefe do Executivo dialogou com diversas siglas e finalmente teria batido o martelo com PL, no entanto, resolveu adiar filiação após discordâncias

Foto: Reuters / Adriano Machado
Credit...Foto: Reuters / Adriano Machado

O presidente da República, Jair Bolsonaro, confirmou sua filiação ao Partido Liberal (PL) na quarta-feira (10), após almoço com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. Entretanto, neste domingo (14), o partido anunciou que a filiação de Bolsonaro será adiada.

Após "intensa troca de mensagens na madrugada" entre Bolsonaro e Neto, ambos resolveram adiar o ingresso oficial do presidente na sigla que estava marcado para o dia 22 de novembro, e não divulgaram nova data.

O motivo da comunicação - que beirou a rispidez - entre Bolsonaro e Neto durante a madrugada teriam sido divergências sobre quem apoiar para o governo de São Paulo. De acordo com o blog do jornalista Octavio Guedes, na última conversa entre os dois, ficou acertado que o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, sairia candidato a senador em Goiás e não mais candidato a governador em São Paulo.

Com isso, o diretório do partido ficaria livre para apoiar a candidatura de Rodrigo Garcia (Democratas) para o posto, entretanto, Garcia é vice de João Dória (PSDB), inimigo político declarado de Bolsonaro. Pelo acordo, mesmo que o PL mantivesse apoio a Garcia, Bolsonaro poderia apoiar outro candidato em São Paulo.

Mas como "acordos" com o presidente não são gantidos, Bolsonaro teria segurado a filiação por conta das discordâncias e também pelo fato de seus filhos estarem brigando pelo dinheiro dentro do partido.

Bolsonaro está em viagem pelo Oriente Médio, e durante visita a uma feira de aviação, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente já havia afirmado que provavelmente sua filiação não ocorreria na data marcada, ressaltando que há pendências a serem resolvidas com o partido.

Uma delas, seria a afinação dos discursos sobre temas da pauta conservadora, considerada muito importante pelo mandatário.

O chefe do Executivo está sem partido desde 2019, quando se desentendeu com a cúpula do PSL e, em seguida, tentou criar o Aliança pelo Brasil, mas o projeto não deu certo. (com agência Sputnik Brasil)

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