CPI da Covid: Bolsonaro vai ao STF contra quebra de sigilo e banimento de redes sociais

Para a Advocacia-Geral da União (AGU), de forma equivocada, a CPI se pauta na estratégia de "investigações genéricas para buscar elementos incriminatórios aleatoriamente"

Foto: Reuters / Adriano Machado
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) nessa quarta-feira (27) contra decisões tomadas pela CPI da Covid em razão de ele ter divulgado a informação falsa de que a vacina contra a covid-19 aumenta o risco de infecção pelo vírus da Aids.

O mandado de segurança, impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em nome de Bolsonaro, solicita que sejam desconsiderados os pedidos feitos pela CPI de transferência do sigilo dos dados telemáticos do presidente, de abril de 2020 até o presente momento, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF.

A AGU, em seu pedido ao STF, afirma que Bolsonaro não pode ser alvo de uma CPI e que o requerimento extrapola as competências da comissão.

"É importante destacar que o impetrante [Bolsonaro] não participou da comissão sequer como testemunha. E nem poderia ser diferente, já que o Presidente da República não pode ser investigado no âmbito de CPIs ou de qualquer outra Comissão Parlamentar, seja a que título for", lê-se no texto da AGU ao Supremo.

O requerimento pedindo a quebra do sigilo telemático, o banimento do presidente das redes sociais e uma retratação pela declaração falsa foram incluídos pouco antes da votação do relatório final da CPI.

O texto da CPI, aprovado por sete votos a quatro no Senado, possui a recomendação de indiciamento de 78 pessoas e duas empresas e foi elaborado como conclusão dos mais de seis meses de trabalho da CPI.(com agência Sputnik Brasil)

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