Bolsonaro diz não se importar com relatório final da CPI e afirma que está sendo 'perseguido'

Chefe do Executivo diz que o culpam por tudo e que é 'brincadeira' se preocupar com o resultado final da CPI. Para Planalto, documento foi nomeado de 'relatório do Lula'

Foto: reproduçao/Facebook
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Durante conversa com apoiadores no Palácio do Planalto nessa terça-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro disse não se importar com o resultado do relatório final da CPI da Covid e afirmou estar sendo perseguido.

"Para mim não pega nada, estou ignorando [a suposta perseguição]. Vou me preocupar com a CPI, por exemplo? Brincadeira. Tem acusação de suspeita de corrupção do Renan [Calheiros]", disse o presidente.

Segundo o Uol, Bolsonaro já havia reagido ao relatório final chamando Calheiros, relator do documento, de bandido e declarando que o senador estava "de sacanagem" com a intenção de pedir seu indiciamento por 11 crimes.

O chefe do Executivo também declarou na mesma conversa que se sente incompreendido e voltou a fazer críticas a governadores pelas medidas de restrição durante a pandemia do coronavírus.

"Os problemas existem, o que é duro é a incompreensão. A política do fica em casa abalou o mundo todo e o Brasil não está fora deste contexto. Tempo todo sou responsável por tudo. Se é assim, acha um cara melhor, sem problema nenhum. Tem muita gente boa candidato. […] Vou cumprir meu mandato sem problema nenhum, fazer o que é possível, mas analisem", declarou.

Resposta do Planalto
O governo já decidiu precificar o desgaste que o presidente, seus filhos e ministros sofrerão por conta do resultado das investigações da comissão.

A ideia do Planalto, segundo o Estadão, é trabalhar politicamente para tentar desqualificar as acusações e carimbá-las como sendo de cunho político e eleitoral.

O relatório teria sido nomeado de "relatório do Lula", como definiu um aliado muito próximo a Bolsonaro, citando a ligação política entre Calheiros e o petista. (com agência Sputnik Brasil)

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