Pimenta: carta de Léo Pinheiro prova que delatores eram forçados por Moro e Dallagnol a acusar Lula

'Delatores foram forçados a dizer o que a quadrilha capitaneada por Moro e Dallagnol queriam', afirmou o deputado ao comentar a carta em que o ex-presidente da OAS volta atrás em acusações contra Lula

Najara Araujo/Câmara dos Deputados
Credit...Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) avaliou nessa terça-feira (14) que a carta do empresário Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é mais uma demonstração de que as delações da Lava Jato eram forjadas com objetivos políticos.

"A carta escrita de próprio punho por Léo Pinheiro, inocentando Lula das acusações feitas por ele através de delação para a Lava Jato comprova que os delatores foram forçados a dizer o que a quadrilha capitaneada por Moro e Dallagnol queriam", afirmou Pimenta pelo Twitter.

Na carta escrita em maio e anexada ao processo em junho, Pinheiro disse que nunca autorizou ou teve conhecimento de pagamentos de propina às autoridades citadas no caso. Também disse que não houve menção sobre vantagens indevidas durante o encontro ocorrido na Costa Rica. Esse documento foi uma das bases da defesa de Lula, liderada pelo advogado Cristiano Zanin, para solicitar à Justiça de São Paulo o arquivamento da investigação.

Na carta escrita de próprio punho, Pinheiro afirmou também que não sabe informar “se houve intercessão do Ex. Presidente Lula junto à Presidente (ex) Dilma e/ou Ex. Ministro Paulo Bernardo”. “A empresa OAS não obteve nenhuma vantagem, pois inclusive não foi beneficiada por empréstimos do BCIE – Banco Centro Americano de Integração Econômica. Não sabendo informar se houve efetividade da solicitação do Presidente do BCIE, senhor Nick Rischbieth Alöe junto ao senhor Ex. Presidente Lula e demais autoridades citadas”, concluiu Pinheiro.(do Brasil 247)



"Delatores foram forçados a dizer o que a quadrilha capitaneada por Moro e Dallagnol queriam", afirmou o deputado ao comentar a carta em que o ex-presidente da OAS volta atrás em acusações contra Lula
Paulo Pimenta, líder do PT